O IMPÉRIO ROMANO VULGARIZARA OS MAIS NEFANDOS PROCESSOS DE REGENERAÇÃO OU DE VINGANÇA. ESCRAVOS IGNORANTES ERAM PASTO DAS FERAS, NOS DIVERTIMENTOS PÚBLICOS, PELAS FALTAS MAIS INSIGNIFICANTES NAS CASAS DOS PATRÍCIOS. SÓ DE UMA VEZ, TRINTA MIL DESSES SERVOS, A QUEM SE NEGAVA QUALQUER BEM DO ESPÍRITO, FORAM CRUCIFICADOS NUMA FESTA, PRÓXIMO AOS SOBERBOS AQUEDUTOS DA VIA ÁPIA. OS AÇOITES HUMILHANTES ERAM CASTIGO SUAVE.
ENTRETANTO, DESDE A TARDE EM QUE JESUS SE ENCONTROU COM A PECADORA EM FRENTE À MULTIDÃO (“AQUELE QUE ESTIVER SEM PECADO, ATIRE A PRIMEIRA PEDRA!”), UM PENSAMENTO NOVO ENTROU A DOMINAR AOS POUCOS O ESPÍRITO DO MUNDO. A SUBSTÂNCIA EVANGÉLICA DO ENSINO INOLVIDÁVEL PENETROU O APARELHO JUDICIÁRIO DE TODOS OS POVOS. A SOCIEDADE COMEÇOU A COMPREENDER SUAS OBRIGAÇÕES E PROCUROU SEGREGAR O CRIMINOSO, COMO SE ISOLA UM DOENTE, BUSCANDO AUXILIAR-LHE A REFORMA DEFINITIVA, POR TODOS OS MEIOS A SEU ALCANCE. OS MENORES DELINQUENTES FORAM AMPARADOS PELAS NUMEROSAS ESCOLAS DE REGENERAÇÃO. TODO O SISTEMA DA JUSTIÇA HUMANA EVOLVEU PARA OS PRINCÍPIOS DA MAGNANIMIDADE, E OS JUIZES MODERNOS, LAVRANDO SUAS SENTENÇAS, SEM NUNCA TEREM MANUSEADO O NOVO TESTAMENTO, TALVEZ IGNOREM QUE PROCEDEM ASSIM POR TER SIDO JESUS O GRANDE REFORMADOR DA CRIMINOLOGIA.
