RESSURREIÇÃO – O GRANDE DOGMA DO CRISTIANISMO

A NATUREZA NÃO FAZ NADA QUE NÃO TENHA UTILIDADE.

O filósofo Mario Cortella dá uma pálida ideia das dimensões do universo, numa de suas palestras: dentre um dos universos possíveis e que tendem a desaparecer, existem 200 bilhões de galáxias; na nossa galáxia, a Via Láctea, que não é das maiores,  existem 100 bilhões de estrelas, sendo o nosso “SOL” uma delas, uma estrelinha de 5a grandeza, também chamada de estrela anã.

Em torno dele gravitam 8 corpos celestes bem menores, sem luz própria como as estrelas, sendo que nosso planeta TERRA é o terceiro mais perto do Sol.

Tem gente que acha que Deus fez tudo isto só para nós existirmos aqui. Este é que é um Deus inteligente, entende da relação custo-benefício, fez bilhões de galáxias só para nós, ou seja, só existe Vida em nosso planetinha.

 VIU COMO EU SOU IMPORTANTE?,  brinca ele.

A ciência calcula que a Terra tem 30 milhões de espécies, das quais só 3 milhões estão classificadas, dentre elas a nossa, o Homo Sapiens.

Esta espécie tem 7 bilhões de indivíduos, e eu sou um deles. Quem sou, que és tu? Somos o vice treco do sub troço…

Pois é, diante da imensidão destas constatações científicas, as religiões cristãs precisam aprofundar mais as explicações que dão à seus adeptos, principalmente porque o Budismo e o Hinduísmo já estão bem mais adiantados no entendimento da RESSURREIÇÃO, com a simples admissão da hipótese da REENCARNAÇÃO.

Este conceito explica o retorno de Jesus, que como Filho de Deus que é para nós cristãos, reencarnou em seu próprio corpo, para cumprir as Escrituras e trazer o Espírito Santo para fortalecer os Apóstolos, na grande tarefa que teriam pela frente de evangelização dos ditos “pagãos”.

 Quando Cristo fala que “na casa do Pai existem muitas moradas”, não estaria ele se referindo a Vida em outros planetas, em outras galáxias? Quem somos nós para conceituar Vida como sendo “aquela constituída por átomos de carbono”? Fica parecendo aquela rã que mora num poço e conhece profundamente aquele lugarzinho, mas que também só conhece aquilo, que para ela é o universo.

No Cristianismo, mesmo considerando suas diversas cisões em Catolicismo e  Protestantismo, mais tarde Evangélicos, Crentes, Assembléias tais e tais, e várias outras denominações, sérias  ou não, existiram 3 revelações fundamentais na direção do mesmo tipo de esclarecimento procurado pelas religiões orientais:

a de Moisés, por Deus Pai com os Dez Mandamentos, quando os seres humanos só tinham capacidade de entender “o que não podia ser feito”, a de Jesus Cristo por Deus Filho com o Sermão da Montanha que revelou as Bem Aventuranças, bastante contrárias à uma época em que prevalecia “um Deus para cada coisa” e a do Espírito Santo (ou Espírito da Verdade), 1850 anos depois de Cristo, quando a mediunidade explodiu simultaneamente, em mais de 1000 lugares diferentes e simultâneos no mundo (Irmãs Fox nos EUA, Daniel Douglas Home, na Escócia, Justinus Kerner, na Alemanha, Swedenborg, na Suécia).

Isto possibilitou aos cristãos entenderem que a Vida Eterna não era uma longa e ociosa espera por um juízo final, ou um sono profundo e inexplicável até que Deus Pai ou Filho voltasse ao planeta Terra para, tal como um juiz de 1a instância, estabelecesse quem vai para o céu ou para o inferno, eternamente. Como se nosso bondoso Deus permitisse que várias de suas ovelhas se perdessem para sempre…

Ficou a cargo de um excepcional professor e cientista francês, Hippolyte Rivail,  aluno de Pestalozzi, fluente em 5 línguas, autor de vários livros, e descrente da existência de Deus, a pesquisa científica, por comparação dos fenômenos relatados de várias partes do mundo e presenciados  por ele em inúmeras viagens pela França do Iluminismo, a sistematização dos fenômenos de “comunicação com os mortos” e a difícil tarefa de codificar este aprendizado, que já se manifestava desde Moisés (que era médium de Deus…) mas que só com o desenvolvimento científico foi possível (Paris era a capital cultural e científica do mundo na metade do século dezenove).

Ele adotou o nome de Alan Kardec, sendo que ele mesmo não era médium, e sim um observador atento e escolhido a dedo por Deus para dar continuidade ao Cristianismo, tal como era vivido pelos primeiros cristãos, em pequenas comunidades que praticavam diariamente a caridade e a oração, não tinham hierarquia para não incorrer nas tentações do Poder como ocorreu com o Catolicismo em várias ocasiões, principalmente na Inquisição, não tinham imagens de madeira, de pedra ou de metal, pois cultuavam um Espírito vivo e que estava portanto, sempre presente na hora da oração, sem objetos intermediários, tais como os deuses gregos e romanos…

Como as evocações de espíritos são muito antigas, ocorrendo na história do homem bem antes das Religiões se institucionalizarem, o Espiritismo Cristão tem sido muito confundido com manifestações como a macumba, e associado a crendices tais como mal olhado, as “rezas bravas que prometem trazer o ser amado”, e até a cultos que primam “por cobrar o dizimo”, enquanto sua proposta é a de que “fora da caridade não há salvação” e de que não se pode cobrar (dinheiro, é claro) por algo que Deus nos deu de graça…

Finalmente, a reencarnação está inteiramente de acordo com a visão evolucionista dos seres vivos, nós nascemos e morremos, para nascer de novo num novo corpo para evoluir e nos aperfeiçoar, não existe céu e inferno geograficamente falando, eles só existem dentro de nós, não existe Juízo Final nem Danação Eterna, apenas uma longa sucessão de reencarnações, onde, cada um de nós, por mérito de nossas obras, que são as opções pelo bem que fizemos nestes períodos, se aproxima mais e mais do nosso Criador!

 

 

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About retalhoseatalhos

O autor é formado em Engenharia Elétrica, com pós em Engenharia Econômica e mestrado em Ciências Políticas. Autodidata em Teologia Cristã e Espiritismo, tendo praticado serviço voluntário ao longo da vida. Tem 3 filhos, sendo 2 especiais e a 3a uma mulher maravilhosa, assim como sua esposa, uma mulher guerreira desde sempre! Trabalha como micro empresário e tem dois blogs desde 2004, RETALHOS E ATALHOS (filosofia de vida, psicologia, espiritualidade, música, resumo de textos longos e mais complexos) e GRANA SOB CONTROLE ( orientação financeira sobre como não viver no sufoco).
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